{"id":2460,"date":"2020-01-21T12:10:31","date_gmt":"2020-01-21T15:10:31","guid":{"rendered":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/?p=2460"},"modified":"2020-10-02T21:12:24","modified_gmt":"2020-10-03T00:12:24","slug":"desinformacao-e-intolerancia-religiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/desinformacao-e-intolerancia-religiosa\/","title":{"rendered":"Desinforma\u00e7\u00e3o e intoler\u00e2ncia religiosa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">Desde 2008 \u00e9 comemorado no Brasil o Dia Nacional de Combate \u00e0 Intoler\u00e2ncia Religiosa no dia 21 de janeiro, data estabelecida por uma lei de dezembro de 2007 em raz\u00e3o do falecimento de M\u00e3e Gilda,<a href=\"https:\/\/asminanahistoria.wordpress.com\/2018\/08\/29\/mae-gilda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" v\u00edtima da intoler\u00e2ncia no ano 2000 (abre numa nova aba)\"> v\u00edtima da intoler\u00e2ncia no ano 2000<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/intolerancia_religiosa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2464\" width=\"443\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/intolerancia_religiosa.jpg 620w, https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/intolerancia_religiosa-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><figcaption> Busto da ialorix\u00e1 M\u00e3e Gilda foi inaugurado no dia 28 de novembro de 2014<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p> Este dia tem recebido cada vez maior visibilidade com a ades\u00e3o de variados grupos e entidades de todo o pa\u00eds que t\u00eam organizado semin\u00e1rios, atos p\u00fablicos e celebra\u00e7\u00f5es com o objetivo de afirmar a import\u00e2ncia do respeito \u00e0 diversidade religiosa e denunciar a intoler\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>O segmento religioso que mais sofre, tanto quantitativamente como qualitativamente, os efeitos da intoler\u00e2ncia e da viol\u00eancia religiosa no Brasil s\u00e3o os fi\u00e9is das religi\u00f5es afro-brasileiras. Apesar de possu\u00edrem pequeno percentual de seguidores, se destacam em virtude do volume e da viol\u00eancia que s\u00e3o alvo envolvendo a quest\u00e3o religiosa. <\/p>\n\n\n\n<p>O segundo grupo que mais aparece s\u00e3o os evang\u00e9licos, sendo que cat\u00f3licos, a maioria, s\u00f3 aparece na terceira posi\u00e7\u00e3o. Aqui \u00e9 importante sublinhar que a intoler\u00e2ncia religiosa n\u00e3o caminha sozinha, ela acontece em meio a outros preconceitos e envolve quest\u00f5es relacionadas tanto \u00e0 desigualdade social como ao racismo, entre outros. <\/p>\n\n\n\n<p>Um panorama mais completo destes dados pode ser encontrado no <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Relat\u00f3rio (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/www.mdh.gov.br\/informacao-ao-cidadao\/participacao-social\/cnrdr\/pdfs\/relatorio-de-intolerancia-e-violencia-religiosa-rivir-2015\/view\" target=\"_blank\">Relat\u00f3rio<\/a> sobre Intoler\u00e2ncia e Viol\u00eancia Religiosa (RIVIR) que reuniu dados coletados de um amplo conjunto de fontes abrangendo o per\u00edodo de 2011 a 2015. Em 2018 foi publicado um <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"livro (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/www.mdh.gov.br\/navegue-por-temas\/diversidade-religiosa\/publicacoes-1\/LIVROESTADOLAICO2018.pdf\" target=\"_blank\">livro<\/a> fruto de semin\u00e1rio realizado na OAB-SP, em que an\u00e1lises e coment\u00e1rios a este relat\u00f3rio foram apresentados. <\/p>\n\n\n\n<p>Quando\npenso em desinforma\u00e7\u00e3o e intoler\u00e2ncia religiosa, penso que um primeiro engano\nque tem sido propagado \u00e9 associar essa situa\u00e7\u00e3o a um grupo espec\u00edfico.\nInfelizmente a intoler\u00e2ncia religiosa no Brasil \u00e9 ampla e irrestrita, atinge de\nforma mais recorrente e agressiva ao povo de santo, \u00e9 fato, por\u00e9m tamb\u00e9m est\u00e1\npresente em locais de outras religi\u00f5es e atinge a pessoas sem religi\u00e3o. A\nviola\u00e7\u00e3o de locais sagrados, por exemplo, \u00e9 uma realidade que chega aos\nterreiros, mas que tamb\u00e9m acomete igrejas cat\u00f3licas, mesquitas, sinagogas ou ainda\nse d\u00e1 por meio da destrui\u00e7\u00e3o de objetos sagrados, imagens e b\u00edblias. <\/p>\n\n\n\n<p>Os\ndados indicam que geralmente h\u00e1 proximidade entre v\u00edtimas e agressores, boa\nparte dos casos envolvem familiares ou vizinhos e a resid\u00eancia \u00e9 o local mais\nrelatado como sendo onde ocorreu a intoler\u00e2ncia ou viol\u00eancia. Tamb\u00e9m \u00e9\nimportante lembrar que boa parte destes epis\u00f3dios est\u00e3o associados a outras\nsitua\u00e7\u00f5es, envolvendo quest\u00f5es financeiras e patrimoniais, homofobia e racismo.\nA discrimina\u00e7\u00e3o religiosa parece ocorrer em boa parte das vezes em meio a outras\nsitua\u00e7\u00f5es que exigem importante investimento no estabelecimento de mais espa\u00e7os\nde di\u00e1logo e media\u00e7\u00e3o, por um lado, mas tamb\u00e9m pelo enfrentamento de grandes\ndesafios que perpassam a realidade brasileira h\u00e1 tanto tempo como no caso do\nracismo estrutural.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da casa e da rua, o terceiro local em que a intoler\u00e2ncia religiosa acontece \u00e9 o espa\u00e7o escolar. Em torno de 10% das viola\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa acontecem na escola. \u00c9 fundamental o desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es e atividades que enfrentem esta discrimina\u00e7\u00e3o que ocorre com tanta recorr\u00eancia em um local que visa a forma\u00e7\u00e3o e que deveria ser um espa\u00e7o seguro para que as pessoas, geralmente crian\u00e7as, assumissem suas convic\u00e7\u00f5es e desejos, sejam estes religiosos ou em tantos outros campos poss\u00edveis e pensados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 curioso lembrar\nde Voltaire em seu \u201cTratado sobre a Toler\u00e2ncia por ocasi\u00e3o da morte de Jean\nCalas\u201d de 1762. A hist\u00f3ria \u00e9 de um absurdo sem precedentes. Pai, m\u00e3e e irm\u00e3os\nprotestantes s\u00e3o acusados de assassinar seu filho por este ser cat\u00f3lico. O\nargumento de Voltaire \u00e9 que tudo leva a crer que tenha sido um suic\u00eddio n\u00e3o\nrevelado pela fam\u00edlia, pois se assim fizessem teriam implica\u00e7\u00f5es bastante\nseveras tanto para o corpo como para \u201co esp\u00edrito\u201d conforme \u00e0s cren\u00e7as da \u00e9poca.\nDiante da op\u00e7\u00e3o por n\u00e3o se propalar o suic\u00eddio, o j\u00fari assume ent\u00e3o uma postura\nde que teria havido o assassinato da v\u00edtima pelos parentes motivados pelo fato\nde possu\u00edrem uma religi\u00e3o distinta. Ao deliberarem pela culpa do pai com base\nnesta compreens\u00e3o, Voltaire assume a defesa do caso afirmando revolta diante\ndesta l\u00f3gica:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Atualmente, em alguns outros pa\u00edses, prefere-se dizer: \u201cCr\u00ea, ou te odiarei; cr\u00ea, ou te farei todo o mal que estiver ao meu alcance; monstro, se n\u00e3o tens minha religi\u00e3o, ent\u00e3o n\u00e3o tens religi\u00e3o nenhuma; ter\u00e1s de ser um motivo de horror para teus vizinhos, tua cidade e tua prov\u00edncia\u201d. <\/em><\/p><p><em>O direito da intoler\u00e2ncia \u00e9, portanto, absurdo e b\u00e1rbaro; \u00e9 o direito dos tigres, sendo bem mais horr\u00edvel tamb\u00e9m, porque os tigres dilaceram suas presas para comer, enquanto n\u00f3s nos exterminamos por causa de alguns par\u00e1grafos.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Um ponto importante a sublinhar na posi\u00e7\u00e3o de Voltaire em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intoler\u00e2ncia, passa por sua compreens\u00e3o que n\u00e3o seria uma explica\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel ter ocorrido o assassinato por diverg\u00eancias religiosas, perspectiva que parece ter cegado os que deveriam julgar, pois estes possu\u00edam a mesma religi\u00e3o da v\u00edtima num ambiente de longos conflitos e onde circulava, segundo Voltaire, um certo fanatismo cat\u00f3lico.<\/p>\n\n\n\n<p> Inclusive, para alguns esta poderia ter sido a raz\u00e3o que o levou a se interessar pelo caso: enfrentar o fanatismo religioso presente no julgamento feito pelo Parlamento de Toulose. Da\u00ed a afirma\u00e7\u00e3o do autor de n\u00e3o ser razo\u00e1vel um \u201cDireito \u00e0 Intoler\u00e2ncia\u201d, n\u00e3o poderia ser esta uma motiva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o caberia dentro da humanidade a nega\u00e7\u00e3o \u00e0 diferen\u00e7a religiosa, al\u00e9m dos elementos t\u00e9cnicos que ele identifica na sustenta\u00e7\u00e3o do caso e que n\u00e3o evitaram a morte de Calas, mas que resultaram na absolvi\u00e7\u00e3o de sua mulher e outros filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>A historiadora Lynn Hunt em seu livro <em><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"A inven\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos  (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/lelivros.love\/book\/baixar-livro-a-invencao-dos-direitos-humanos-lynn-hunt-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online\/\" target=\"_blank\">A inven\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos <\/a><\/em>relata que esse foi uns dos primeiros casos em que ocorreu o uso da express\u00e3o \u201cDireito Humano\u201d como hoje ele \u00e9 entendido. A compreens\u00e3o de que o Estado \u00e9 laico foi fundamental para mostrar \u00e0 sociedade a possibilidade de se viver na diferen\u00e7a. A liberdade de religi\u00f5es e cren\u00e7as representa um valor compartilhado por todos e ao se defender que pessoas com diferentes religi\u00f5es e sem religi\u00e3o possam viver em um mesmo espa\u00e7o, ao mesmo tempo, demonstra que n\u00e3o h\u00e1 motivos para que diferen\u00e7as de comportamento ou de opini\u00f5es sejam impedimento para a conviv\u00eancia social.<\/p>\n\n\n\n<p>Hunt comenta que\nh\u00e1 diferen\u00e7as entre a primeira vers\u00e3o do texto de 1762 e uma segunda vers\u00e3o de\n1766. Na primeira vers\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o \u00e0s torturas sofridas por Calas, tratadas\napenas como \u201cas quest\u00f5es\u201d sofridas por ele. Naquela \u00e9poca eram utilizadas de\nforma recorrente as t\u00e9cnicas elaboradas no seio da Inquisi\u00e7\u00e3o. Calas foi\nsubmetido a b\u00e1rbara \u201ctortura judicial\u201d, \u00e0 qual visava a sua confiss\u00e3o e a\ndela\u00e7\u00e3o de seus c\u00famplices. Por todo o processo ele declarou inoc\u00eancia e afirmou\nque \u201cn\u00e3o havendo crime, n\u00e3o havia c\u00famplices\u201d. As torturas o levaram \u00e0 morte por\nmeio de estrangulamento e condena\u00e7\u00e3o ao supl\u00edcio da roda. Seu corpo foi lan\u00e7ado\nnuma fogueira em pra\u00e7a p\u00fablica para suas cinzas serem espalhadas pelo vento. <\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo diante de\ntodas estas informa\u00e7\u00f5es e conhecendo esta din\u00e2mica, incomodou inicialmente \u00e0\nVoltaire somente a nega\u00e7\u00e3o da liberdade religiosa, enquanto um princ\u00edpio e\ndefinidor de uma l\u00f3gica conforme a interpreta\u00e7\u00e3o dos ju\u00edzes. Somente depois \u00e9\nque a tortura tamb\u00e9m foi denunciada e percebida como uma quest\u00e3o para ele, como\num elemento de viola\u00e7\u00e3o do Direito Humano. Em 1769 Voltaire incluiu o verbete\n\u201cTortura\u201d em seu Dicion\u00e1rio Filos\u00f3fico.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos aprender desta experi\u00eancia de Voltaire: o inc\u00f4modo diante da intoler\u00e2ncia religiosa, a repulsa e certeza da necessidade do respeito \u00e0 diversidade de religi\u00e3o e cren\u00e7a, a defesa inegoci\u00e1vel da liberdade religiosa n\u00e3o pode nos fazer deixar de perceber ou mesmo ignorar as gritantes quest\u00f5es relacionadas aos diferentes tipos de viol\u00eancias t\u00e3o presentes neste tipo de viola\u00e7\u00e3o. A forte desigualdade social vigente no pa\u00eds, um dos mais desiguais do mundo; o racismo; os preconceitos envolvendo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o LGBTQI; envolvendo as mulheres, o capacitismo, ou ainda os preconceitos relacionados \u00e0 idade ou a origem geogr\u00e1fica, tamb\u00e9m est\u00e3o presentes nos casos de intoler\u00e2ncia religiosa. Infelizmente parece que preconceitos e discrimina\u00e7\u00f5es nunca caminham sozinhos, acontecem sempre em meio a um amargo conjunto de viol\u00eancias e agress\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse triste caldo que tanto dialoga com a intoler\u00e2ncia religiosa, uma das quest\u00f5es centrais no Brasil \u00e9 o racismo, preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o sofridas por negros e negras. N\u00e3o \u00e9 ao acaso que s\u00e3o exatamente as religi\u00f5es afro-brasileiras que mais sofrem com a intoler\u00e2ncia religiosa, algumas de suas lideran\u00e7as chegam a falar em \u201cracismo religioso\u201d e efetivamente h\u00e1 um componente importante relacionado \u00e0 cor da pele neste assunto, situa\u00e7\u00e3o que acaba por levar os evang\u00e9licos, grupo mais presente quantitativamente entre os mais pobres, entre negros e negras e entre as mulheres, como o segundo grupo que mais sofre com a intoler\u00e2ncia religiosa no Brasil. <\/p>\n\n\n\n<p>A defesa da liberdade de religi\u00e3o e cren\u00e7a n\u00e3o pode prescindir do enfretamento ao racismo e \u00e0 desigualdade social. Qualquer pol\u00edtica p\u00fablica ou discurso que ignore esses elementos desempenhar\u00e1 o papel de desinforma\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao tema. <\/p>\n\n\n\n<p>O enfrentamento \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa nos exige estar ao lado dos mais pobres, junto aos subalternizados, especialmente afro descendentes e ind\u00edgenas. Enfrentar \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa passa pela defesa de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para os mais pobres, passa por defender que estes tenham garantido o seu direito \u00e0 voz e visibilidade tanto pelo Estado, como tamb\u00e9m pela imprensa e pela sociedade civil. <\/p>\n\n\n\n<p>Que a cada dia 21 de janeiro o Brasil possa presenciar mais e mais pessoas que defendam a liberdade de religi\u00e3o e cren\u00e7a e que n\u00e3o sejam insens\u00edveis diante de uma complexa situa\u00e7\u00e3o que envolve n\u00e3o s\u00f3 a defesa dos Direitos Fundamentais, mas tamb\u00e9m a defesa dos Direitos Econ\u00f4micos, Sociais, Culturais e Ambientais. Falar de combate \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa \u00e9 falar tamb\u00e9m de enfrentamento ao racismo, da diminui\u00e7\u00e3o da desigualdade social e de defesa da popula\u00e7\u00e3o LGBTQI. \u00c9 falar sobre a possibilidade de efetiva sobreviv\u00eancia de grupos subalternos que t\u00eam v\u00e1rios de seus direitos diariamente violados e cerceados, tanto aqueles relacionados \u00e0s suas cren\u00e7as, como tamb\u00e9m aqueles que implicam diretamente em sua sobreviv\u00eancia f\u00edsica. <\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es de <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"epistem\u00edcidio (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/www.almapreta.com\/editorias\/realidade\/epistemicidio-a-morte-comeca-antes-do-tiro\" target=\"_blank\">epistem\u00edcidio<\/a> que perpassam \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa est\u00e3o eivadas de a\u00e7\u00f5es que envolvem agress\u00f5es f\u00edsicas e homic\u00eddios. As a\u00e7\u00f5es relacionadas a este dia que n\u00e3o considerarem esses aspectos representar\u00e3o mais desinforma\u00e7\u00e3o em uma \u00e9poca t\u00e3o carente de pr\u00e1ticas e informa\u00e7\u00f5es qualificadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 2008 \u00e9 comemorado no Brasil o Dia Nacional de Combate \u00e0 Intoler\u00e2ncia Religiosa no dia 21 de janeiro, data estabelecida por uma lei de dezembro de 2007 em raz\u00e3o do falecimento de M\u00e3e Gilda, v\u00edtima da intoler\u00e2ncia no ano 2000. 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