{"id":8477,"date":"2021-08-30T14:14:12","date_gmt":"2021-08-30T17:14:12","guid":{"rendered":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/?p=8477"},"modified":"2021-08-30T14:37:48","modified_gmt":"2021-08-30T17:37:48","slug":"catolicismos-direitas-cristas-e-ideologia-de-genero-na-america-latina-uma-questao-de-ascensao-ou-de-tolerancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/catolicismos-direitas-cristas-e-ideologia-de-genero-na-america-latina-uma-questao-de-ascensao-ou-de-tolerancia\/","title":{"rendered":"Catolicismos, direitas crist\u00e3s e ideologia de g\u00eanero na Am\u00e9rica Latina: uma quest\u00e3o de ascens\u00e3o ou de toler\u00e2ncia?"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Parceria com <strong>Laborat\u00f3rio de Antropologia da Religi\u00e3o da Unicamp \u2013 Por:<\/strong> Manuela Ribeiro Cirigliano<\/h4>\n\n\n\n<p>Para iniciar esta cr\u00f4nica, \u00e9 preciso destacar que todas as participa\u00e7\u00f5es do semin\u00e1rio foram norteadas por tr\u00eas perguntas previamente informadas pela organiza\u00e7\u00e3o do evento: <em>1.Que fatores, em geral, considera relevantes que expliquem a ascens\u00e3o das direitas religiosas e crist\u00e3s na Am\u00e9rica Latina?; 2.Como se articulam e\/ou s\u00e3o desarticuladas essas direitas religiosas e crist\u00e3s no campo religioso, pol\u00edtico, midi\u00e1tico e social? 3.Qual \u00e9 o lugar da ideologia de g\u00eanero no cen\u00e1rio (neo) conservador?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Um semin\u00e1rio como este, orientado por quest\u00f5es-chave, tem o poder de recalibrar a b\u00fassola que utilizamos na busca por compreender o contexto analisado. Geralmente, perguntas de pesquisa n\u00e3o se satisfazem com as respostas que recebem. Atravessadas pelas pondera\u00e7\u00f5es de cada participante, as perguntas respondidas se reformulam e mostram novos caminhos. Em outras palavras, em um semin\u00e1rio como este, recebemos algumas respostas que, em pouco tempo, ganham a forma de novas perguntas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Minha proposta nesta cr\u00f4nica \u00e9 apresentar algumas das perguntas que levei comigo ap\u00f3s o primeiro dia do semin\u00e1rio. Mais especificamente, aquelas que foram mediadas pelo pensamento da feminista espanhola Maria-Milagros Garretas sobre democracia e toler\u00e2ncia. Suas palavras me acompanharam at\u00e9 o final do evento a partir do momento em que uma fala de Juan Marco Vaggione me levou ao seu resgate.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A fala de Juan Marco que me levou de volta \u00e0s palavras de Mar\u00eda-Milagros Rivera Garretas foi sobre a ideia de que a direita religiosa estaria em ascens\u00e3o. Esta afirma\u00e7\u00e3o foi <a href=\"https:\/\/www.larunicamp.com.br\/?s=neoconservadorismo-o-filho-prodigo-que-retorna-com-novas-roupas%2F\">questionada<\/a> ao longo do semin\u00e1rio, n\u00e3o no sentido de negar a ocupa\u00e7\u00e3o de importantes espa\u00e7os de poder por esse <a href=\"https:\/\/www.larunicamp.com.br\/novidades\/ecumenismo-neoconservador\/\">ecumenismo neoconservador<\/a> no momento atual, mas de destacar como \u201cla derecha pol\u00edtica siempre ha tenido impacto, sacando la palabra ascenso, sobre las formas del Estado y la forma de gobierno\u201d, como afirmou Vaggione em rela\u00e7\u00e3o ao contexto argentino.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa reflex\u00e3o de Vaggione me remeteu \u00e0 seguinte formula\u00e7\u00e3o de Garretas:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>La tolerancia es una idea que se asocia con justicia, con progreso y, parad\u00f3jicamente, con democracia. Asociar tolerancia con democracia es una paradoja porque, si se forma parte de la mayor\u00eda, es superflua la tolerancia; y, si se forma parte de las minor\u00edas, tamb\u00eden, ya que las dos son imprescindibles para que exista ese sistema pol\u00edtico. Pero es que, en realidad, la tolerancia se aplica a quienes no deber\u00edan participar nunca en el juego democr\u00e1tico de fuerzas; se aplica a quienes, por marcar los l\u00edmites de esse juego, resultan uma excrecencia que inquieta y estorba: uma prueba a superar con dignidade, como se suele decir (GARRETAS, 2002, p. 99).<\/em>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, a ascens\u00e3o \u00e9 colocada em xeque pela constata\u00e7\u00e3o de que a ocupa\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os de poder pelas direitas \u00e9 mais regra que exce\u00e7\u00e3o. Vaggione nos recorda que os movimentos feminista e LGBTQI+ tiveram um grande impacto na sociedade, al\u00e7ando sua influ\u00eancia o \u00e2mbito da formula\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas. Sob esse prisma, observa-se que, se h\u00e1 uma ascens\u00e3o recente, \u00e9 a das vozes dissidentes oriundas desses movimentos sociais. Uma ascens\u00e3o geradora de transforma\u00e7\u00f5es, uma ascens\u00e3o que aparentemente ultrapassou os limites do que era toler\u00e1vel e que agora precisa ser contida, relembrada de que <em>\u201cno deber\u00edan participar nunca en el juego democr\u00e1tico de forzas\u201d<\/em> (GARRETAS, 2002, p. 99).<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo este o caso, pode-se dizer que alguns grupos da sociedade conseguiram atuar em um espa\u00e7o p\u00fablico pouco aberto \u00e0 sua participa\u00e7\u00e3o e obtiverem importantes avan\u00e7os para suas pautas. A toler\u00e2ncia, inclusive por parte dessa direita religiosa (que n\u00e3o ascendeu porque sempre esteve ligada ao poder), pode ter sido decisiva para que esses grupos tenham tido a possibilidade de movimentar-se nesta arena?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Parto do princ\u00edpio que sim e por isso, inverto o eixo da primeira pergunta norteadora do semin\u00e1rio (<em>Que fatores, em geral, considera relevantes que expliquem a ascens\u00e3o das direitas religiosas e crist\u00e3s na Am\u00e9rica Latina?). S<\/em>e houve uma ascens\u00e3o, mas ela \u00e9 de movimentos sociais como o feminista e o LGBTQI+, questiono qual o papel de quem \u201cmarca os limites do jogo\u201d (como define Garretas) nessa ascens\u00e3o.&nbsp; Em outras palavras, <strong>a ascens\u00e3o das pautas dos movimentos feminista e LGBTQI+ faz parte do jogo de for\u00e7a e aconteceu at\u00e9 onde quem marca os limites do jogo pretendia permitir? Suplantou a capacidade de controle e extrapolou os limites previamente pretendidos? Ou reposicionou os limites que definiam o que era a <\/strong><strong><em>\u201cexcrec\u00eancia, que inquieta e estorba\u201d <\/em><\/strong><strong>(GARRETAS, 2002, p. 99<\/strong>)<em>?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Os questionamentos acima apresentados, no entanto, t\u00eam limita\u00e7\u00f5es explicitadas pela segunda pergunta norteadora do semin\u00e1rio e pelas reflex\u00f5es trazidas por cada participante em rela\u00e7\u00e3o a ela (<em>Como se articulam e\/ou s\u00e3o desarticuladas essas direitas religiosas e crist\u00e3s no campo religioso, pol\u00edtico, midi\u00e1tico e social?)<\/em>. Afinal, as fronteiras da toler\u00e2ncia n\u00e3o s\u00e3o uma unanimidade e tampouco aqueles que marcam os limites do jogo possuem esse t\u00edtulo de forma oficial. O denominado campo conservador religioso \u00e9 heterog\u00eaneo &#8211; como apontado por Sandra Mazo durante sua fala no evento &#8211; e \u00e9 apenas uma parte de seus atores que se alinha em torno do combate \u00e0 \u201cideologia de g\u00eanero\u201d. Al\u00e9m disso, cada qual o faz com prop\u00f3sitos pr\u00f3prios que guardam tens\u00f5es entre si.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas tens\u00f5es foram recorrentemente trazidas ao longo do semin\u00e1rio como um importante elemento de an\u00e1lise e revelam que n\u00e3o h\u00e1 homogeneidade no campo alinhado pelo combate \u00e0 \u201cideologia de g\u00eanero\u201d. Tampouco esse conjunto representa plenamente as comunidades religiosas ou a direita pol\u00edtica, por exemplo, pois como nos lembra Garretas, deter o poder de decidir o que \u00e9 toler\u00e1vel \u00e9 particularmente relevante na disputa de for\u00e7as:<\/p>\n\n\n\n<p><em>La tolerancia indica qui\u00e9n puede m\u00e1s, es propia de uma ideologia, de uma manera de ver y estar en el mundo, fundada en la fuerza, fundadas en las correlaciones de fuerzas que se vigilan entre s\u00ed (GARRETAS, 2002, p. 99).<\/em>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 poss\u00edvel presumir que este grupo &#8211; que assume a \u201cideologia de g\u00eanero\u201d como um inimigo comum &#8211; vem travando algumas lutas concomitantes: 1. contra a \u201cideologia de g\u00eanero\u201d em si; 2. para estar em uma posi\u00e7\u00e3o dominante em rela\u00e7\u00e3o a seus atuais aliados quando o inimigo comum for derrotado; 3. pela lideran\u00e7a dos seus setores de origem, contra aqueles que n\u00e3o aderem \u00e0 ideia de que a \u201cideologia de g\u00eanero\u201d \u00e9 um inimigo comum.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe observar, ainda, que importantes atores podem estar localizados no campo religioso, mas n\u00e3o se restringem a ele. A natureza conflitante das rela\u00e7\u00f5es desse segmento organizado em torno da luta contra a \u201cideologia de g\u00eanero\u201d com o capitalismo e o neoliberalismo, por exemplo, foi recorrentemente apontada ao longo do semin\u00e1rio. Essa contradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de todo surpreendente se notarmos que o ambiente de medo promovido pelas campanhas anti-g\u00eanero alimenta o neoliberalismo, como destacado por Sandra Mazo durante o semin\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a apropria\u00e7\u00e3o das pautas feministas pela l\u00f3gica de mercado tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno recente. Para Nancy Fraser (2019), por exemplo, as pautas&nbsp; articuladas pelo movimento feminista durante a segunda onda em torno da cr\u00edtica ao capitalismo sofreram uma forte desarticula\u00e7\u00e3o que culminou na transforma\u00e7\u00e3o das demandas e anseios das mulheres em fomentadores do pr\u00f3prio capitalismo:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>[&#8230;] o entrela\u00e7amento, na cr\u00edtica ao capitalismo\u00a0 androc\u00eantrico\u00a0 organizado\u00a0 pelo\u00a0 Estado,\u00a0 de\u00a0 tr\u00eas\u00a0 dimens\u00f5es\u00a0 analiticamente distintas\u00a0 de\u00a0 injusti\u00e7a\u00a0 de\u00a0 g\u00eanero:\u00a0 a\u00a0 econ\u00f4mica,\u00a0 a\u00a0 cultural\u00a0 e\u00a0 a\u00a0 pol\u00edtica.\u00a0 [&#8230;] Separadas umas das outras, assim como da cr\u00edtica social que as tinha\u00a0 integrado, as\u00a0 expectativas da\u00a0 segunda\u00a0 foram recrutadas a servi\u00e7o de um projeto que estava profundamente em conflito com\u00a0 a\u00a0 nossa\u00a0 ampla\u00a0 vis\u00e3o hol\u00edstica de uma sociedade justa. Em um bom exemplo da ast\u00facia da hist\u00f3ria, desejos ut\u00f3picos encontraram segunda vida como correntes de sentimento que legitimaram a transi\u00e7\u00e3o para uma nova forma de capitalismo: p\u00f3s-fordista, transnacional e neoliberal (FRASER, 2019, p. 27-28).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O neoliberalismo, portanto, parece obter vantagens tanto das pautas feministas e LGBTQI+ como de seu combate pelos grupos anti-g\u00eanero. As respostas \u00e0 segunda quest\u00e3o do semin\u00e1rio (<em>Como se articulam e\/ou s\u00e3o desarticuladas essas direitas religiosas e crist\u00e3s no campo religioso, pol\u00edtico, midi\u00e1tico e social?)<\/em> demonstraram ser relevante questionar: <strong>como diferentes atores envolvidos nessas batalhas concomitantes influenciam a articula\u00e7\u00e3o\/desarticula\u00e7\u00e3o dessas direitas religiosas e crist\u00e3s no campo religioso, pol\u00edtico, midi\u00e1tico e social?<\/strong>&nbsp; <strong>Existem segmentos que t\u00eam interesse na perman\u00eancia das pautas dos movimentos feministas e LGBTQI+ dentro dos limites do toler\u00e1vel, apesar de n\u00e3o terem particular interesse nas pautas em si? Se sim, h\u00e1 particular ganho desses segmentos com as pautas dos movimentos feministas e LGBTQI+ ou seu real ganho adv\u00e9m da <\/strong><strong><em>disputa<\/em><\/strong><strong> e do engajamento em torno delas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma linha de racioc\u00ednio, tamb\u00e9m a terceira pergunta produz novos questionamentos, pois, se a disputa entre as campanhas anti-g\u00eanero e os movimentos feminista e LGBTQI+ traz benef\u00edcios a alguns segmentos da sociedade, a conserva\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de ambos os lados se revela necess\u00e1ria. Em outras palavras, pouco importa as pautas defendidas por quaisquer dos lados, elas precisam ser toleradas, o que nos leva de volta ao significado de poder tolerar. Nesse sentido, Garretas nos lembra que a toler\u00e2ncia tem rela\u00e7\u00e3o estreita com a sociedade moderna capitalista:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Historicamente, em Europa, la tolerancia como medida \u00faltima de conviv\u00eancia es propia de un modelo de relaciones sociales pr\u00f3prio de la edad moderna y, por tanto, de las formaciones capitalistas. [&#8230;] El pensamento europeo, el pensamento racionalista de la Ilustraci\u00f3n, fragu\u00f3 entonces, passo a passo, um derecho pensado precisamente para enfrentarse com grandes diferencias. Este derecho fue perfilando em su centro um sujeto supuestamente neutro al que se le atribuyeron derechos individuales de todo tipo, derechos com los que poder defenderse de uma sociedade imaginada como peligrosa y hostil. Este sujeto necessitar\u00e1 tolerar a quien no sea igual que \u00e9l, \u00e9l que daba la medida de lo que habia que ser (GARRETAS, 2002, p. 102-103).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Se h\u00e1 interesse na conserva\u00e7\u00e3o dessas pautas dentro dos limites do jogo por alguns de seus jogadores, o que est\u00e1 em disputa \u00e9 o pr\u00f3prio poder de definir quem \u00e9 o sujeito neutro e quem \u00e9 o tolerado. Nesse caso, a terceira pergunta norteadora do semin\u00e1rio &#8211; <em>Qual \u00e9 o lugar da ideologia de g\u00eanero no cen\u00e1rio (neo) conservador?- <\/em>ganha nova reda\u00e7\u00e3o: <strong>qual o lugar da \u201cideologia de g\u00eanero\u201d na disputa pelo poder de definir os limites do jogo democr\u00e1tico?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No breve relato acima, procurei demonstrar como as respostas oferecidas por cada participante do semin\u00e1rio <em>Catolicismos, direitas crist\u00e3s e ideologia de g\u00eanero na Am\u00e9rica Latina <\/em>produziram, para mim, novos questionamentos ao serem relacionados ao pensamento da feminista Mar\u00eda-Milagros Rivera Garretas. O poder simb\u00f3lico atribu\u00eddo pela toler\u00e2ncia pode estar desempenhando um importante papel nas disputas em torno das pautas feministas e LGBTQI+ na sociedade. Mais ainda, a legitima\u00e7\u00e3o das causas desses movimentos sociais pode estar no centro de uma queda de bra\u00e7o por esse poder simb\u00f3lico da toler\u00e2ncia entre for\u00e7as distintas, sem que haja um comprometimento direto de seus atores com o lado que tomam nessa causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Contra quem realmente lutam aqueles que combatem a ideologia de g\u00eanero? Penso ser indubit\u00e1vel que, para muitos, a luta contra a \u201cideologia de g\u00eanero\u201d tem fins em si mesma, uma cruzada anti-g\u00eanero motivada pela percep\u00e7\u00e3o de que a express\u00e3o de diferentes subjetividades e sexualidades constitui, de fato, uma amea\u00e7a. Por outro lado, sua constru\u00e7\u00e3o como um inimigo comum serve como uma estrat\u00e9gia de fomento de ades\u00e3o \u00e0 causa e tamb\u00e9m como uma ferramenta de mobiliza\u00e7\u00e3o de for\u00e7as para outras disputas, inclusive pelo pr\u00f3prio poder de definir quem det\u00e9m alguma for\u00e7a para ditar regras no jogo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m das tantas perguntas reformuladas, terminei o primeiro dia do semin\u00e1rio \u201cCatolicismos, direitas crist\u00e3s e ideologia de g\u00eanero na Am\u00e9rica Latina\u201d, com uma pergunta que parece resumir as reflex\u00f5es que realizei neste primeiro dia de semin\u00e1rio: <strong>\u00e9 poss\u00edvel analisar as cruzadas anti-g\u00eanero na Am\u00e9rica Latina como um fen\u00f4meno \u00fanico?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>FRASER, Nancy. Feminismo, capitalismo e a ast\u00facia da hist\u00f3ria. IN: Hollanda, Helo\u00edsa B (org). <strong>Pensamento feminista<\/strong>: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GARRETAS, Mar\u00eda-Milagros Rivera. <strong>El fraude de la igualdad<\/strong>. 2 ed. Buenos Aires: Librer\u00eda de Mujeres, 2002.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GREPO, Grupo de Estudos de G\u00eanero, Religi\u00e3o e Pol\u00edtica da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC\/SP). Semin\u00e1rio Internacional: catolicismos, direitas crist\u00e3s e ideologia de g\u00eanero na Am\u00e9rica Latina. 31 de mar\u00e7o de 2021 e 01 de maio de 2021. Youtube. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=m0fG3Wbh1Dk&amp;t=2670s >.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p><em>Manuela Ribeiro Cirigliano \u00e9 mestra em Ci\u00eancia da Religi\u00e3o pela PUC-SP e integrante do GREPO.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O GREPO &#8211; Grupo de Estudos de G\u00eanero, Religi\u00e3o e Pol\u00edtica da PUC-SP realizou, nos dias 31\/03 e 01\/04\/2021, o Semin\u00e1rio Internacional Catolicismos, direitas crist\u00e3s e ideologia de g\u00eanero na Am\u00e9rica Latina. Esta cr\u00f4nica \u00e9 a quinta de uma s\u00e9rie que apresenta livres reflex\u00f5es de suas autoras sobre os debates que reuniram pesquisadores de diferentes pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina no semin\u00e1rio: Brenda Carranza (LAR-UNICAMP, Brasil), Fl\u00e1via Biroli (UnB, Brasil), Juan Marco Vaggione (Universidade de C\u00f3rdoba, Argentina), Lucas Bulgarelli (Comiss\u00e3o da Diversidade OAB\/SP, Brasil), Maria das Dores Campos Machado (UFRJ, Brasil), Maria Eugenia Pati\u00f1o (Universidade Aguas Calientes, M\u00e9xico), Maria Jos\u00e9 Rosado Nunes (PUC-SP, Brasil), Ol\u00edvia Bandeira (GREPO\/PUC-SP e LAR\/Unicamp, Brasil) e Sandra Mazo (Cat\u00f3licas pelo Direito de Decidir, Col\u00f4mbia).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p><em>Foto de capa: Vaidape.com.br<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parceria com Laborat\u00f3rio de Antropologia da Religi\u00e3o da Unicamp \u2013 Por: Manuela Ribeiro Cirigliano Para iniciar esta cr\u00f4nica, \u00e9 preciso destacar que todas as participa\u00e7\u00f5es do semin\u00e1rio foram norteadas por tr\u00eas perguntas previamente informadas pela organiza\u00e7\u00e3o do evento: 1.Que fatores, em geral, considera relevantes que expliquem a ascens\u00e3o das direitas religiosas e crist\u00e3s na Am\u00e9rica &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":154,"featured_media":8481,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15,4],"tags":[2167,943,1356,2755,1737,2914],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8477"}],"collection":[{"href":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/154"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8477"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8477\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8483,"href":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8477\/revisions\/8483"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8481"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/felipematias.com.br\/bereia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}